Processo de implementaçãoComunidades Que Cuidam

Sistema de Prevenção Baseado na Comunidade

  • Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Universidade de São Paulo (USP)
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
  • Universidade de Brasília (UnB)
O sistema

O que é o CQC

“Comunidade e evidência caminham juntas.”

O Comunidades Que Cuidam é um Sistema de Prevenção Baseado na Comunidade e focado no desenvolvimento positivo de crianças e adolescentes. Ele apoia cada território a se organizar, compreender sua realidade e construir um plano preventivo focado nas necessidades locais. No Brasil, sua adaptação é produzida com as comunidades, e não apenas aplicada a elas.

Resultados esperados

Prevenção em:

  • Uso prejudicial de drogas
  • Violências
  • Gravidez na adolescência
  • Saúde mental
Como funciona

Elementos centrais

Articulação comunitária

Lideranças, moradores e instituições se mobilizam em torno da prevenção.

Perfil comunitário

Prontidão, fatores de risco e fatores de proteção.

Intervenções baseadas ou informadas por evidências

Escolhidas de acordo com as necessidades do território.

Monitoramento e avaliação das ações

Acompanhamento contínuo, com avaliação de processo e de resultado.

Participação comunitária

Prevenção é responsabilidade compartilhada.

Escolas
Famílias
Igrejas e organizações religiosas
Serviços públicos
Conselhos
ONGs e organizações sociais
Universidades
Políticas públicas
Lideranças comunitárias
Moradores e vizinhança
Percurso de implementação

Um sistema, cinco fases.

As fases mostram a progressão do processo, não uma classificação entre territórios.

01

Articulação comunitária

Mobilizar e engajar lideranças, moradores, instituições e setores da comunidade para discutir e construir juntos a prevenção ao uso de álcool e outras drogas (AD) e a promoção da saúde mental dos jovens.

02

Organização da coalizão comunitária e formações em prevenção

Construir uma coalizão comunitária representativa e fortalecer suas capacidades por meio de formações em prevenção, promovendo conhecimentos, habilidades e compromisso para atuar de forma integrada.

03

Levantamento do perfil comunitário

  • Analisar a prontidão comunitária.
  • Identificar os fatores de risco e proteção ao uso de AD e à saúde mental dos jovens, com base em dados.
  • Territorializar as iniciativas locais e os serviços existentes na comunidade.
04

Desenvolvimento do plano preventivo comunitário

Construir, de forma participativa, um plano de ação preventivo, com objetivos, estratégias, responsabilidades, prazos e indicadores, alinhado às necessidades e potencialidades da comunidade.

05

Implementação, monitoramento e avaliação das intervenções preventivas

Executar as ações previstas no plano, acompanhar os resultados e avaliar os avanços e desafios, realizando ajustes necessários para fortalecer a sustentabilidade das intervenções e ampliar seus impactos na comunidade.

Implementação no Brasil

Do piloto à adaptação inter-regional.

A implementação brasileira é parte da própria produção de conhecimento: cada território coloca o modelo à prova, produz aprendizados e participa de sua adaptação cultural.

  1. 2020–2023

    O piloto em Santo Antônio de Lisboa

    A primeira experiência brasileira reuniu lideranças, formou uma coalizão comunitária, produziu um perfil do território e construiu respostas preventivas com participação local.

  2. 2023–em andamento

    Adaptação inter-regional

    Os aprendizados do piloto orientam a implementação em diferentes contextos, permitindo observar o que precisa ser preservado, traduzido ou adaptado.

  3. 2026–em andamento

    Adaptação em território indígena

    Em Tabatinga (AM), a implementação nas comunidades Umariaçu I e Umariaçu II, do povo Tikuna, adapta o sistema a um contexto cultural específico, em diálogo com as lideranças locais.

  4. Horizonte

    Conhecimento para uma política de prevenção comunitária

    O estudo busca produzir base científica, metodológica e prática para ampliar a prevenção comunitária no contexto brasileiro.

Territórios

Dez comunidades, cinco cidades.

5cidades contempladas no estudo
10comunidades participantes
5regiões brasileiras
Sul

Florianópolis, SC

CampecheMariquinha
Sudeste

São Paulo, SP

Jardim IbirapueraJardim Ângela
Centro-Oeste

Brasília, DF

SamambaiaParanoá / Itapoã
Nordeste

Recife, PE

Jardim São Paulo (Praça do Cristo)Vila Arraes
Norte

Tabatinga, AM

Umariaçu IUmariaçu II

Etnia Tikuna

Pesquisa

O que precisa permanecer, o que precisa ser adaptado e como o sistema funciona em diferentes contextos brasileiros?

Como essa experiência pode contribuir com o desenvolvimento da ciência da implementação?

01

Desenho da pesquisa

Objetivos, desenho da pesquisa-intervenção e lógica da adaptação cultural do CQC.

02

Instrumentos

Instrumentos utilizados, suas finalidades e os diferentes momentos de aplicação.

03

Avaliação de processo

Acompanhamento da implementação, adaptação cultural e condições encontradas nos territórios.

Avaliação de resultado

  • Comunitárioprontidão da comunidade e comportamentos prejudiciais entre jovens
  • Fatores de risco e proteçãocondições que antecedem esses comportamentos
  • Programafidelidade da aplicação e mudanças nos participantes
Dados que apoiam o cuidado

Acesso à plataforma.

Fases, metas e registros das comunidades, para equipes e assistência técnica.

Acesso restritoPara pessoas autorizadas pela equipe CQC Brasil.
Entrar
Realização e articulação institucional
UnBUFSCUSPUFPESENAD/MJSP
Ilustração de um encontro comunitário no pátio de uma escola: adultos, jovens e crianças conversam em volta de uma mesa com papéis, enquanto outras crianças brincam e adolescentes chegam com mochilas; casas no morro ao fundo.

Venha construir conosco.Faça parte do Comunidades Que Cuidam do seu território.